sábado, 21 de janeiro de 2017


Saiu publicado no Minas Gerais, Diário do Executivo, de 06 de janeiro de 2017, no Caderno 1, p.4, o Ato Executivo do Governador do Estado, Fernando Pimentel, de nomeação do prof. Simão Pedro P. Marinho para o Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais.

Como em janeiro o Conselho está em recesso, a posse ocorrerá tão logo sejam retomadas as atividades.


quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Artigo publicado



O professor Simão Pedro P. Marinho é um dos autores do artigo "Formação inicial de professores, Pibid e a opção pela docência", publicado na revista Educação & Linguagem (B2 no Qualis Periódico 2014 da Área de Educação.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Membro do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais

O professor Simão Pedro P. Marinho integrará o Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais.

O professor foi indicado pelo Governador de Minas Gerais, Fernando Damata Pimentel, para a Câmara de Educação Superior do Conselho, indicação 36/2016, tendo seu nome aprovado pelo Plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, após submeter-se a uma sabatina perante uma Comissão Especial

A votação nominal do plenário foi publicada no Diário do Legislativo em 13/12/2016, na página 309.

O mandato é de quatro anos.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Qualificação de tese de Gustavo Pereira Pessoa

No último dia 07 de dezembro, Gustavo Pereira Pessoa, professor do IFMG Congonhas do Campo, obteve a qualificação de sua tese de doutorado, que foi orientada pelo prof. Simão Pedro P. Marinho e tem o título "Pesquisa escolar no território da Web".


Integraram a comissão os professores Carla Viana Coscarelli (UFMG) e Teodoro Adriano Costa Zanardi (PUC Minas).






Resumo
A pesquisa escolar é uma prática muito antiga em nossas escolas e sua origem esta ligada a tentativa de simular uma investigação cientifica na escola. Porém a pesquisa escolar é executada de forma mais simples, se baseando quase sempre em um trabalho com fontes bibliográficas. O que ocorre é que estas fontes muitas vezes não são analisadas, resultando em um trabalho que não possui uma produção do estudante, sendo impregnado pela cópia de informações. A pesquisa escolar não apresenta, na maioria das vezes, os elementos fundamentais para ser considerada como uma prática de pesquisa. A Web é quase inseparável da pesquisa escolar, tem normalmente o papel de biblioteca digital de onde se retiram as informações para a sua realização. Considerando esta deficiência na prática da pesquisa escolar e o uso restrito da Web nesta atividade, esta proposta visou construir uma metodologia para a pesquisa escolar que se conecte com a perspectiva da pesquisa cientifica e ao mesmo tempo se realize totalmente na Web e não somente a partir da Web como é o usual. O ciberespaço oferece recursos e possibilidades inúmeras, por isso entendemos que a pesquisa escolar pode ter, neste espaço, um fértil território para sua realização. Esta pesquisa escolar deve levar em consideração as características que são próprias do espaço digital da Web, que possui uma linguagem hipertextual/hipermídia, multimídia e organizada em um sistema aberto. As questões de pesquisa serão construídas neste espaço, assim como a busca de informações e as análises pertinentes à pesquisa. O resultado do processo será expresso através de um produto construído com ferramentas localizadas na Web. Este produto foi denominado composição. A composição deve ser construída levando em consideração as características de linguagem do ciberespaço e deve expressar os saberes formulados ao longo do processo. A proposta requer que os estudantes se constituam em pesquisadores imersivos, de modo similar aos leitores imersivos descritos por Sianella (2004), para que seja possível que a pesquisa se desenrole seguindo as premissas básicas da redação/leitura textual do ciberespaço. São apresentadas algumas rupturas que consideramos necessárias para que a escola e a pratica da pesquisa escolar ganhem um contexto mais significativo de realização.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Defesa de tese


(Da esquerda para a direita: José Wilson da Costa, Inajara Neves, Stela Marques, Patrícia Caetano, Simão Pedro P. Marinho e Suzana Gomes)

No último dia 05 de dezembro, a professora da UEMG Patrícia Maria Caetano de Araújo obteve o grau de Doutora em Educação pelo Programa de Pós-graduação em Educação da PUC Minas, após defesa e aprovação de sua tese "Tecnologias Digitais e a Inovação Disruptiva na Formação a Distância de Pedagogos".


Participaram da Comissão Examinadora os professores doutores Inajara de Salles Viana Neves (UFOP), Suzana dos Santos Gomes (UFMG), Stela Maria Fernandes Marques (PUC Minas) e José Wilson da Costa (PUC Minas).



A tese, que foi orientada pelo Prof. Simão Pedro P. Marinho, em breve estará disponível na 

Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC Minas




Resumo
A presente tese tem como foco a formação a distância de pedagogos e o uso das tecnologias digitais na perspectiva de inovação disruptiva, a partir de um Estudo de Caso desenvolvido em um curso de Pedagogia, licenciatura, na modalidade a distância online, oferecido por uma Instituição de Ensino Superior pública. A pesquisa tem como sujeitos centrais os egressos que atuam como profissionais da educação nos anos iniciais da Educação Básica, com o objetivo de identificar quais são os desafios e estratégias para que se efetive uma inovação no curso de Pedagogia a distância, em uma formação com e para adoção das tecnologias digitais na educação, que possibilitem romper com o modelo transmissivo de ensino. Tem como ponto de partida a constatação da urgência de inovação na formação de professores, fundamentada em pesquisas que revelam um descompasso entre a escola e a realidade dos alunos do século XXI. Nesse cenário, discutem-se as contradições dos marcos legais da EaD e os desafios para equalizar as tendências atuais de formação de professores crítico-reflexivos no curso de Pedagogia. A pesquisa empírica utilizou-se do Estudo de Caso único com predominância de abordagens qualitativas. Foi combinada a revisão bibliográfica, documental e dos marcos legais da educação a distância, publicados a partir de 1996, data da aprovação da LDB 9394/96. A pesquisa de campo teve início em 2012, envolvendo cinquenta e quatro egressos selecionados através de amostra não probabilística acidental, mapeados em um questionário online. Foram realizadas entrevistas com dez egressos e com dois formadores. Os resultados apontam uma tendência em replicar, no curso a distância, o modelo do curso presencial com uma abordagem tradicional de ensino, caracterizando-se uma inovação conservadora que subutiliza o potencial educacional das tecnologias digitais na formação de profissionais reflexivos. Nas conclusões, reafirmamos a necessidade de uma inovação disruptiva na (re) elaboração de Projetos Pedagógicos, levando-se em conta o perfil do aluno virtual e a formação específica dos formadores para atuar na EaD online. Procurou-se, à luz das teorias estudadas e da interpretação do Estudo de Caso, evidenciar estratégias pedagógicas, frente aos desafios para a efetivação de uma inovação disruptiva na formação contemporânea de pedagogos.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Qualificação da tese de Fernanda de Jesus Costa

No último dia 24 de novembro, a doutoranda Fernanda de Jesus Costa, professora da UEMG, teve qualificada a sua tese de doutorado.

A tese, que tem o título "Uma taxonomia dos fatores da permanência de professores na formação continuada online: um estudo a partir do Projeto Um Computador por Aluno", foi orientada pelo Prof. Simão Pedro P. Marinho.

Integraram a Comissão Examinadora os professores doutores Lucila Ishitani (PUC Minas) e Ronaldo Luiz Nagem (CEFET/MG).

Resumo
A formação continuada de professores para a incorporação pedagógica das tecnologias digitais de informação e comunicação é uma realidade e necessidade. Neste cenário, insere-se o Projeto Um Computador por Aluno, uma proposta de inovação pedagógica com o uso e laptops educacionais segundo o modelo 1:1. Para que a inovação pedagógica pudesse ocorrer nas escolas, foi necessária a formação dos professores. Em Minas Gerais a formação teve uma duração de 220 horas, sendo 80% delas desenvolvidas em atividades à distância. O índice de permanência dos professores na formação foi baixo, tendo sido vários os motivos para a evasão. O objetivo deste trabalho foi evidenciar os fatores que asseguraram a permanência na formação do UCA. Um questionário online foi encaminhado a todos os professores que completaram a formação em Minas Gerais, sendo respondido por um pouco menos de metade deles. A partir da análise dos dados, foi possível elaborar uma taxonomia dos fatores relevantes para a permanência que pode ser considerada em outras propostas de formação continuada online. Alguns fatores apresentam mais relevância do que outros, mas de uma maneira geral todos tiveram importância para garantir a permanência. O que realmente mais contribuiu para a permanência dos professores ao longo da formação foi a possibilidade da aquisição de novos conhecimentos, em especial conhecimentos relacionados com as tecnologias digitais de informação e comunicação e a prática docente. Verificou-se uma interferência positiva dos pressupostos da Andragogia na análise da permanência.  A pesquisa aponta a necessidade de que, para assegurar a permanência, projetos de formação continuada de professores oferecidos na modalidade à distância atentem para questões como as chances da progressão na carreira após a conclusão dos cursos, o reconhecimento do valor da formação por parte da escola, a possibilidade de os professores construírem conhecimentos que permitam práticas inovadoras e que tenham aplicação imediata de modo buscar assegurar a permanência. Apesar de dificuldades encontradas ao longo da formação continuada, os professores gostaram de construir saberes que lhes permitiram levar novidades para a sala de aula e melhorar a qualidade de seu trabalho docente.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Qualificação da tese de Paula Andréa de Oliveira e Silva Rezende

No último dia 01 de dezembro, Paula Andréa de Oliveira e Silva Rezende, professora do IF de Ribeirão das Neves e da PUC Minas, teve qualificada a sua tese de doutorado, orientada pelo prof. Simão Pedro P. Marinho.


A tese tem o título "Discursos e práticas que embaçam/embasam o Taylorismo nos cursos de Pedagogia a distância da Universidade Aberta do Brasil".

Participaram da Comissão Examinadora os professores doutores Luciana Zenha Cordeiro (UEMG) e Antônio Moreira de Carvalho Neto (PUC Minas).

Resumo da tese.
O discurso da Educação a Distância (EaD) apresenta inúmeras potencialidades de rompimento com o modelo hegemônico de educação, porém, as práticas pedagógicas, em especial dos cursos de formação para a docência, se assentam no taylorismo. O problema proposto nesta tese é que a Educação a Distância possui características que possibilitam o atendimento individual ajustado aos estilos próprios de aprendizagem dos alunos, permite múltiplas alternativas de inovação e de rompimento com o modelo hegemônico e está pronta para acompanhar o mercado atual altamente tecnológico. A hipótese orientadora do trabalho foi, de que embora esteja presente a potencialidade de inovação na EaD, esta mudança não se dá por acomodação, por uma dificuldade de construir uma didática para o ambiente virtual. Ao mesmo tempo que, na EaD, se afirma a adoção de um modelo inovador, pós-moderno de educação, as práticas adotadas se assentam em um modelo taylorista, ainda que, com a utilização de interface tecnológica que permitiria um rompimento com o modelo de formação homogênea. O objetivo geral é conhecer as razões que permitam identificar o paradoxo entre o discurso sobre a escola da modernidade e uma prática assentada em uma abordagem taylorista na EaD. A pesquisa foi desenvolvida junto a professores, tutores, assessores e gestores, dos cursos de pedagogia da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Para isso a metodologia proposta é uma pesquisa qualitativa com o uso da pesquisa indutiva e as técnicas utilizadas consistiram em pesquisa bibliográfica, pesquisa explicativa e pesquisa de campo com o uso de entrevista semiestruturada. Ao analisar os cursos de formação de professores da UAB percebemos que a escola de professores não acompanha a sociedade virtual e tecnológica da atualidade e não prepara os professores para atuarem na pós-modernidade. Os cursos se utilizam dos princípios do taylorismo como padronização, a divisão do trabalho, a massificação, a repetição e memorização de conteúdos formando os futuros professores em um modelo tradicional hegemônico. Constata-se que as razões para manter o modelo hegemônico são a conveniência, a simplificação, a acomodação e a dificuldade em construir um modelo heterogêneo, de um-para-um, individualizado, em função dos alunos não possuírem uma formação para a EaD. Para que a educação a distância se transforme e acompanhe a (r)evolução social, tecnológica e econômica se faz necessário mudar a escola de formação de professores, começando pela mudança dos seus docentes e a adoção de novas metodologias que devem ser criativas e emancipatórias e propiciem aos alunos, futuros docentes, uma mudança de postura no ato de ensinar e aprender, para atuar na EaD.